
Fátima Aparecida Pleti, moradora da cidade de Bauru (distante 90 quilômetros de Marília), tem julgamento marcado para a próxima sexta-feira, dia 6 de outubro, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela é acusada de envolvimento nos ataques às sedes dos três poderes em Brasília, ocorridos em 8 de janeiro deste ano. A sessão virtual do STF está programada para se estender até o dia 16 de outubro.
Pleti enfrenta uma série de acusações graves, incluindo associação criminosa, ataque à democracia, tentativa de golpe de estado, dano qualificado e grave ameaça ao patrimônio da União. Os eventos de janeiro chocaram o país e foram amplamente noticiados, marcando um dos episódios mais turbulentos da história recente da nação.
A moradora de Bauru organizou um ônibus que levou manifestantes até Brasília no fatídico dia em questão. Sua detenção ocorreu no contexto desses acontecimentos e sua liberdade provisória foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes em 7 de agosto deste ano. Entretanto, essa liberdade vem com uma série de condições rigorosas.

Para manter a liberdade condicional, Fátima Pleti foi obrigada a utilizar uma tornozeleira eletrônica, deve se apresentar semanalmente ao juiz da Comarca de Bauru, não pode sair do país e teve que entregar seu passaporte às autoridades. Além disso, ela está proibida de usar redes sociais e de se comunicar por qualquer meio com os outros envolvidos nos ataques. O descumprimento de qualquer uma dessas medidas pode resultar na revogação de sua liberdade provisória.
A defesa de Fátima, tem sustentado veementemente sua inocência. Eles afirmam que todas as provas do processo comprovam que ela não cometeu nenhuma prática criminosa e nem concordou com os ataques realizados em Brasília. A defesa enfatizou que Fátima teria ficado presa injustamente por sete meses e não espera nenhuma outra decisão do STF além da integral absolvição de sua cliente.
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