
Dia 01 de dezembro, é o dia Mundial de Combate a AIDS, e a semana que sucede esta data é chamada de Semana da AIDS, uma iniciativa crucial que visa conscientizar a sociedade sobre o HIV/AIDS, promovendo a prevenção, a testagem e a solidariedade. Durante essa semana, diversas atividades educativas e eventos são realizados para disseminar informações sobre a transmissão do vírus, a importância do diagnóstico precoce e o apoio às pessoas afetadas. Além disso, a semana busca combater o estigma e a discriminação associados ao HIV/AIDS, incentivando a empatia e o respeito. É uma oportunidade para unir esforços na luta contra a propagação do vírus e para avançar em direção a uma sociedade mais informada, saudável e solidária.
O Marília Hoje em sua Entrevista da Semana, conversa com a médica infectologista, Dra. Luciana Sgarbi, diretora da Clínica Sgarbi Vacinas, que fala sobre a importância do diagnóstico, avanços no tratamento, prevenção, preconceito e muito mais, confira!
MHN – Doutora, para começar, poderia nos explicar o que é o HIV/AIDS e como ocorre a transmissão?
Dra. Luciana Sgarbi – O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é um vírus que ataca o sistema imunológico, enquanto a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a fase mais avançada da infecção. A transmissão ocorre principalmente através de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de agulhas, e de mãe para filho durante a gravidez, parto ou amamentação.
MHN – Como as pessoas podem ser diagnosticadas com o HIV, e qual a importância do diagnóstico precoce?
Dra. Luciana Sgarbi – O diagnóstico do HIV é feito por meio de testes de sangue que detectam a presença de anticorpos ou do próprio vírus. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento o mais cedo possível, melhorando a qualidade de vida do paciente e reduzindo a transmissão.

MHN – Doutora, poderia nos falar sobre os avanços no tratamento do HIV/AIDS ao longo dos anos?
Dra. Luciana Sgarbi – Nos últimos anos, houve significativos avanços nos medicamentos antirretrovirais, proporcionando tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais. Pacientes bem tratados podem levar uma vida normal e controlar a replicação do vírus.
MHN – Quais são os riscos associados à infecção por HIV além da AIDS, e como o vírus pode afetar a saúde a longo prazo?
Dra. Luciana Sgarbi – Além da AIDS, a infecção por HIV aumenta o risco de outras infecções e doenças, como certos tipos de câncer e problemas cardiovasculares. O tratamento adequado ajuda a minimizar esses riscos.
MHN – O que é PEP e em que situações ela é recomendada?
Dra. Luciana Sgarbi – A PEP é uma combinação de medicamentos antirretrovirais que pode ser administrada após uma possível exposição ao HIV, como em casos de acidente ocupacional ou relações sexuais sem proteção. Deve ser iniciada o mais rápido possível após a exposição para ser eficaz.
MHN – Poderia nos explicar o conceito de PrEP e sua importância na prevenção do HIV?
Dra. Luciana Sgarbi – A PrEP envolve o uso regular de medicamentos antirretrovirais por pessoas não infectadas para prevenir a transmissão do HIV. É uma estratégia eficaz para indivíduos em situações de maior risco, como casais sorodiscordantes.

MHN – Qual a importância de saber que se tem o HIV, mesmo quando não apresenta sintomas?
Dra. Luciana Sgarbi – Saber que se tem o HIV é crucial para iniciar o tratamento precocemente, interrompendo a progressão da infecção. Além disso, a pessoa pode adotar práticas mais seguras para evitar a transmissão.
MHN – Além do uso de preservativos, quais são as principais medidas de prevenção do HIV que as pessoas podem adotar?
Dra. Luciana Sgarbi – Além do uso consistente de preservativos, a prevenção inclui o conhecimento do status sorológico, o uso de PrEP em situações de maior risco, a redução do número de parceiros sexuais e a realização de testes regulares.
MHN – Como a sociedade pode contribuir para combater o estigma associado ao HIV/AIDS?
Dra. Luciana Sgarbi – A educação e a conscientização são essenciais para combater o estigma. É importante promover uma compreensão de que o HIV é uma condição médica tratável, e que as pessoas vivendo com o vírus merecem respeito e apoio.
MHN – Para encerrar, qual mensagem final você gostaria de deixar para as pessoas em relação ao HIV/AIDS?
Dra. Luciana Sgarbi – A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais. O HIV não define uma pessoa, e viver com o vírus é possível com o suporte médico adequado. Conhecimento e compaixão são essenciais para superar os desafios associados ao HIV/AIDS.
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