
Vinicius Camarinha, do PSDB, conquistou a vitória nas eleições municipais de Marília e voltará à prefeitura em janeiro de 2025, após oito anos afastado do cargo. Com uma campanha centrada na crítica a falhas em áreas-chave, como saúde pública, infraestrutura urbana e falta de opções de lazer, Camarinha conseguiu captar o descontentamento da população. Ele obteve 54,73% dos votos válidos, totalizando 62.050 votos.
Em segundo lugar ficou Ricardinho Mustafá, do PL, com 22.713 votos (20,03%). Garcia da Hadassa, do partido NOVO, alcançou 16,43% (18.625 votos) e terminou em terceiro. Nayara Mazini, do PSOL, conquistou 5,66% dos votos (6.414), ficando em quarto lugar. João Pinheiro, do PRTB, ficou com 3,00% (3.397 votos), e Lilian Miranda, do PCO, somou apenas 0,15%, com 171 votos.

Planos para a Saúde e promessas de campanha
Logo após a vitória, Camarinha anunciou que uma de suas primeiras ações será um mutirão na área da saúde, envolvendo hospitais, médicos e servidores públicos. Ele destacou a urgência de resolver os problemas enfrentados pela população no setor, que foi um dos principais pontos criticados durante sua campanha.
Vinicius Camarinha ainda exercerá seu mandato como deputado estadual até dezembro deste ano, quando renunciará ao cargo para assumir a prefeitura de Marília.
Uma das promessas que marcaram sua campanha foi a remoção dos radares implantados pela administração atual, uma medida que gerou polêmica e será alvo de grande expectativa nos primeiros dias de seu governo.

Apoio na Câmara de Vereadores
Com sua coligação conquistando a maioria das 17 cadeiras na Câmara de Vereadores para a próxima legislatura, Vinicius Camarinha deverá enfrentar pouca resistência para aprovar suas propostas. O apoio na câmara será essencial para a implementação de suas promessas de campanha e reformas que planeja para a cidade.
Desinteresse na política
Um dado que chamou atenção no pleito foi o elevado número de eleitores que não compareceram às urnas. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 26,38% dos eleitores de Marília (45.593 pessoas) não votaram. Dos que participaram, quase 11% (19.880) anularam ou votaram em branco. Isso significa que mais de um terço dos eleitores marilienses demonstrou desinteresse ou insatisfação com o processo eleitoral, refletindo um cenário de descontentamento com a política local.
O novo prefeito terá o desafio não apenas de atender às demandas apontadas durante a campanha, mas também de reconquistar a confiança desse expressivo segmento da população que se afastou do processo eleitoral.

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