Empresa retomou as atividades nesta segunda-feira – Foto: Arquivo MH

Na manhã desta segunda-feira, 16 de dezembro, o motorista mariliense que estacionou seu veículo na área central da cidade foi surpreendido ao se deparar com a notícia de que o estacionamento rotativo da cidade, administrado pela empresa Rizzo Park, havia voltado a funcionar. A medida, ainda sem um comunicado oficial por parte da Prefeitura de Marília, pegou muitos cidadãos de surpresa.

Embora a Prefeitura ainda não tenha emitido um comunicado formal, fontes próximas à administração municipal indicam que o prefeito Daniel Alonso, que termina seu segundo mandato no final deste mês, teria autorizado a retomada da cobrança pela empresa. A Rizzo Park, que esteve fora de operação desde setembro deste ano, quando teve seu escritório lacrado pelo Procon de Marília, voltou a atuar na cidade na manhã desta segunda-feira.

A reabertura da central da empresa, localizada na Avenida Rio Branco, ao lado do Teatro Municipal, marca o início da cobrança novamente. De acordo com testemunhas, os funcionários da Rizzo Park já estão nas ruas, inicialmente informando os motoristas sobre a volta do sistema de estacionamento rotativo. Em breve, penalidades poderão ser aplicadas àqueles que não aderirem à cobrança.

Através de apuração realizada pelo Marília Hoje, foi confirmado que um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado entre a Rizzo Park e a Emdurb, a empresa responsável pelo trânsito e transporte na cidade. Esse acordo seria o que valida a retomada da cobrança pelo estacionamento rotativo. No entanto, os detalhes sobre o acordo não foram divulgados até o momento.

Essa falta de transparência e a surpresa para os motoristas têm gerado descontentamento entre a população, que se vê mais uma vez como a última a ser informada sobre decisões da administração municipal. Até o fechamento desta matéria, a assessoria de comunicação da Prefeitura não havia emitido nenhum comunicado oficial sobre a volta do estacionamento rotativo, o que caracteriza, segundo alguns críticos, uma típica ação de final de mandato.

Para os motoristas que já enfrentavam dificuldades com o sistema de cobrança anterior, a medida traz um novo desafio e um questionamento sobre a falta de diálogo entre o governo municipal e a população.

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