Uma mulher de 33 anos procurou o plantão policial para registrar o desaparecimento do irmão, de 39 anos, que estava internado há 23 dias no Hospital das Clínicas de Marília (São Francisco).

Segundo o relato, por volta das 21h47, ela foi contatada pela assistente social da unidade, que informou que o paciente não estava em seu leito desde às 19h, solicitando que verificasse com a família se ele havia retornado para casa.

A declarante entrou em contato com a mãe, que informou que o homem possuía “meia alta”, dependendo apenas da assinatura dos médicos para liberação. Por esse motivo, ela havia deixado o hospital às 15h, com a previsão de buscá-lo no dia seguinte. No entanto, o paciente não chegou à residência.

Diante da situação, a mulher retornou o contato com a assistente social e, em seguida, foi até o hospital, considerando que o irmão apresentava diversas limitações físicas, incluindo cirurgias na perna e na vesícula, fratura na coluna, trinca na bacia e dificuldades de locomoção.

A assistente social teria informado que o paciente poderia ter pulado o muro, hipótese contestada pela família devido ao estado clínico. Também foi levantada a possibilidade de ele ter ido para casa, o que não se confirmou.

No local, o enfermeiro do plantão noturno relatou que assumiu o serviço às 19h e já encontrou o leito vazio, com apenas um travesseiro e o acesso venoso pendurado. Ele afirmou não ter visto o paciente, mas foi informado de que ele teria sido visto na portaria inferior, durante o plantão anterior.

Sem informações concretas sobre o paradeiro do irmão e diante da falta de esclarecimentos, a mulher registrou a ocorrência para que sejam adotadas as medidas cabíveis e apuradas as circunstâncias do desaparecimento dentro da unidade hospitalar.

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