Na manhã desta quarta-feira (22), policiais civis da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Marília apreenderam em flagrante um adolescente de 17 anos suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas na zona sul da cidade.

De acordo com a Polícia Civil, investigações anteriores já apontavam a existência de um ponto de venda de entorpecentes instalado em uma esquina do bairro Parque das Azaléias. Durante diligência realizada nesta manhã, os investigadores confirmaram a atividade ilícita no local, que seria operada pelo adolescente apreendido em conjunto com outro indivíduo.

Segundo apurado, o menor era responsável por receber os valores das vendas, enquanto o comparsa ficava com uma sacola contendo as drogas. Ao perceber a aproximação policial, o adolescente tentou fugir, mas foi rapidamente abordado. Já o outro suspeito conseguiu escapar após jogar a sacola com os entorpecentes e fugir por um barranco, não sendo localizado.

Na sacola dispensada pelo suspeito foram encontrados 412 microtubos com cocaína, 31 porções de haxixe — conhecido como “dry” — e R$ 9 em dinheiro. Com o adolescente, os policiais apreenderam ainda R$ 27 em espécie.

Em continuidade à ocorrência, os agentes foram até a residência do menor, onde localizaram uma pequena bolsa contendo duas porções de maconha embaladas em sacos tipo “zip lock”, outras três porções da mesma droga em plástico transparente, além de uma porção de crack envolta em papel alumínio. No mesmo objeto também havia R$ 18 em dinheiro e cinco tesouras pequenas.

Diante dos fatos, o adolescente foi conduzido à sede da DISE, acompanhado por seu representante legal. Em razão da gravidade do ato infracional, ele não foi liberado e será encaminhado à Fundação Casa, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou ainda que o jovem já havia sido apreendido no mesmo bairro no dia 3 de fevereiro deste ano, também por tráfico de drogas. Na ocasião, ele chegou a ser internado na Fundação Casa, sendo liberado recentemente. Conforme os investigadores, o retorno à atividade criminosa indica que o período de reeducação não foi suficiente.

Diante da reincidência, a Polícia Civil representou pela decretação da internação provisória do adolescente pelo prazo máximo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é de até 45 dias.

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