O acadêmico da graduação em Direito da Unimar, Matheus Felipe Rocha Juy, e o docente Prof. Guilherme Cardoso conquistam espaço no II Encontro Científico Nacional de Direito Agrário (ECNDA), com o trabalho “A Prorrogação do Crédito Rural como Direito do Produtor: Limites Jurídicos e Resistência Institucional do Sistema Financeiro”, que foi aprovado para apresentação nos dias 24 e 25 de agosto de 2026, em Ribeirão Preto/SP.

O evento reúne pesquisadores, docentes e profissionais de todo país para debater as principais tendências e desafios do direito aplicado ao agronegócio. Organizando pela União Brasileira de Agraristas Universitários (UBAU), em parceria com a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), a Sociedade Rural Brasileira (SRB), o Instituto de Direito Constitucional e Cidadania (IDCC), a Ordem dos Advogados do Brasil da Subseção de Ribeirão Preto (OAB/RP), a Faculdade de direito de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FDRP/USP) e a Harven Agribusiness School.

O trabalho aprovado aborda uma questão central no agronegócio brasileiro, a tensão entre o direito legal do produtor rural de prorrogar crédito e a resistência institucional do sistema financeiro em concedê-la, a partir de um olhar que articula compromisso acadêmico, relevância prática e compromisso com a produção de conhecimento aplicado. A aprovação no congresso nacional reconhece exatamente essa combinação, que se dá pelo rigor da pesquisa, a originalidade da abordagem e a potencial contribuição ao debate sobre direito agrário.

Para o discente do terceiro termo noturno do curso de Direito da Unimar, Matheus Felipe Rocha Juy, a aprovação marca um momento significativo. Ainda na graduação, ter um trabalho selecionado entre dezenas de submissões para um evento de alcance nacional não é apenas uma validação acadêmica, é um sinal de que a pesquisa realizada dialoga com os grandes temas que movem a área. “A gente começou este trabalho tentando entender um paradoxo bem real, em que o produtor rural tem direito à prorrogação do crédito, mas quando chega na hora de acessar esse direito, enfrenta barreiras enormes da instituição financeira. Não é só uma questão de legislação, é de como essa legislação funciona, ou não funciona, na prática. Trabalhar com o professor Guilherme Cardoso foi importante porque ele me ajudou a estruturar um argumento que fosse ao mesmo tempo rigoroso e sensível ao que realmente acontece no campo”, explica.

Para o docente da disciplina de Direito Empresarial I, Prof. Guilherme Cardoso, a aprovação reflete o que ele acredita que a pesquisa acadêmica em Direito deve ser, um espaço de diálogo entre universidade e realidade, entre teoria e aplicação. A escolha de trabalhar com um aluno da graduação reforça essa visão. “O sistema de crédito rural é uma engrenagem complexa, tem legislação, tem jurisprudência, tem instituições financeiras com lógicas próprias, tem produtores com demandas concretas. O que a gente tentou fazer com Matheus foi não simplificar isso, mas compreender realmente como funciona. Quando um aluno consegue olhar para um problema real, como crédito rural, direito do produtor, resistência institucional e consegue estruturar argumentos que fazem sentido tanto para juristas quanto para quem trabalha no setor, é porque ele entendeu a complexidade de verdade. Isso é o que a formação em Direito Empresarial deveria sempre fazer, conectar o conceito jurídico com o mundo dos negócios, com as dificuldades reais”.

A aprovação de trabalhos dos acadêmicos em congressos nacionais é resultado direto do compromisso que o curso de Direito da Unimar mantém com a formação de profissionais capazes de compreender, questionar e transformar a realidade jurídica brasileira.

A coordenadora do curso, Profa. Dra. Francis Marília Pádua, destaca esse movimento. “Aprovações como esta consolidam a maneira que trabalhamos no curso de Direito da Unimar, que a pesquisa não é privilégio dos programas de pós-graduação, aqui começamos desde o primeiro dia de aula. O Matheus é um exemplo disso. Quando um aluno de graduação consegue estruturar uma argumentação suficientemente rigorosa para ser aceita em um congresso nacional, ao lado de mestrandos e doutores, estamos falando de algo mais profundo, ou seja, uma mudança na própria forma como esse aluno compreende o Direito. Não como conjunto de regras, mas como instrumento para resolver problemas reais. A Unimar sempre apostou em uma graduação que não fosse apenas propedêutica para a pós, mas uma formação completa, pesquisadora e comprometida com transformações concretas”, conta.

A coordenadora complementa que esse tipo de experiência de estar em um congresso nacional, apresentar pesquisa, dialogar com pesquisadores de outras instituições é parte integral da formação que a Unimar propõe. Não é um diferencial ocasional, mas uma extensão natural de uma graduação que se quer pesquisadora e reflexiva.

O trabalho será apresentado na modalidade de Mesa de Debate, o que permite uma interlocução mais direta, em que o aluno e o professor não apenas exporão suas conclusões, mas ouvirão críticas, questões e sugestões de outros pesquisadores presentes.

Para a Unimar, mais uma vez, a aprovação de pesquisas de seus acadêmicos e docentes em eventos dessa relevância consolida o compromisso da instituição com a formação de pesquisadores capazes de contribuir aos grandes debates que estruturam a realidade brasileira, seja no agronegócio, no direito agrário, ou em outras áreas de atuação.

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