
Quando uma história atravessa a porta de um hospital ou ocupa o espaço de uma sala de aula, ela faz mais do que entreter, ela cria conexões, reduz distâncias emocionais e transforma ambientes marcados pela dor, pelo medo ou pela vulnerabilidade em espaços de acolhimento, bem-estar, imaginação e aprendizado. É com essa proposta que a Associação Viva e Deixe Viver vem ampliando, há quase três décadas, sua atuação no Brasil.
A instituição está presente em Marília desde 2007, e conta com 18 voluntários, que atuam no Hospital Materno Infantil (Hemocentro) e na Santa Casa de Misericórdia. Em âmbito nacional, a Viva e Deixe Viver atua em 93 hospitais distribuídos em dez praças localizadas em São Paulo (capital, Baixada Santista, Litoral Norte, Marília e Campinas), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), além de Salvador. Na área da educação, a organização atua em 20 escolas públicas em São Paulo, Holambra (SP) e Brasília (DF).

Em 2025, mais de 138 mil pessoas foram impactadas diretamente no Brasil, entre crianças hospitalizadas, familiares, profissionais da saúde, estudantes e educadores, consolidando um novo ciclo de crescimento nacional. A instituição mobilizou 721 voluntários atuantes, número que posiciona a associação com uma estrutura comparável à de grandes organizações em termos de capital humano e capacidade de mobilização social.
Os resultados de 2025 refletem não apenas a ampliação territorial da Viva, mas também o fortalecimento de uma rede nacional de voluntariado dedicada à promoção do bem-estar, da cultura e da humanização em ambientes tradicionalmente marcados pela dor e pela vulnerabilidade. “O balanço reflete o compromisso de uma rede viva, construída por centenas de voluntários que acreditam no poder transformador das histórias. Mais do que números, os resultados mostram o impacto de uma atuação baseada em empatia, escuta e presença”, afirma Valdir Cimino, fundador da associação.
Humanização hospitalar e acolhimento emocional
A área da saúde segue como principal frente de atuação da Viva e Deixe Viver. No ano passado, mais de 116 mil pessoas foram impactadas diretamente pelas ações hospitalares da organização, incluindo 54.118 crianças hospitalizadas, além de 51.544 familiares e acompanhantes e mais de 10,6 mil profissionais da saúde.
Ao longo do ano, os voluntários realizaram a leitura de 13.437 livros dentro de hospitais e dedicaram cerca de 12.952 horas à contação de histórias e atividades de acolhimento. As ações aconteceram em hospitais públicos, filantrópicos e privados, incluindo instituições de referência nacional. Além do impacto emocional nas crianças hospitalizadas, a atuação da Viva também promove suporte afetivo a acompanhantes e equipes médicas, contribuindo para tornar o ambiente hospitalar mais humanizado e acolhedor.
Educação, leitura e formação cidadã
Na educação, a associação ampliou significativamente sua atuação no período, alcançando mais de 21 mil pessoas por meio de projetos de incentivo à leitura, formação de educadores e ações culturais em escolas públicas. As iniciativas aconteceram em cidades como São Paulo (SP), Holambra (SP) e Brasília (DF), onde voluntários realizam contações de histórias em escolas da rede pública. Somente em Holambra, onde a contação acontece semanalmente, cerca de 12 mil interações foram registradas ao longo do ano.

A Viva também fortaleceu ações de formação cultural e pedagógica, promovendo cursos como “A Arte de Contar Histórias e do Brincar na Saúde”, que capacitou 165 novos voluntários contadores de histórias em diversas regiões do Brasil, além do curso “Sacola Literária”, cuja edição de 2025 teve como tema o letramento racial e reuniu especialistas, escritores e educadores em cinco encontros virtuais.
Outro destaque foi a ampliação das ações digitais da instituição. O projeto Sarau Viva On realizou 129 salas online de contação de histórias em 2025, impactando 692 pessoas, enquanto as “Domingueiras de Histórias”, transmitidas pelo YouTube e pela Soul TV, somaram milhares de visualizações ao longo do ano.
Impacto econômico e fortalecimento institucional
O Balanço Social 2025 também evidencia o impacto econômico gerado pela atuação voluntária da instituição. Segundo os dados apresentados, a Viva registrou mais de 83 mil horas qualificadas doadas em 2025, gerando um capital humano estimado em R$ 3,2 milhões.
O levantamento aponta ainda que, para cada R$ 1 investido na organização, houve um retorno social estimado em R$ 2,41 para a sociedade. Já as doações de pessoas físicas e jurídicas cresceram 18,3% em relação ao ano anterior, passando de R$ 549 mil em 2024 para R$ 649 mil em 2025. A associação também ampliou sua visibilidade institucional ao longo do ano, com mais de 120 inserções na mídia, incluindo participações em veículos como Folha de S. Paulo, TV Cultura, TV Globo e CBN.
Com quase três décadas de atuação, a Viva e Deixe Viver reforça, por meio do Balanço Social 2025, sua missão de promover uma sociedade mais humanizada a partir da literatura, da escuta e do voluntariado, mostrando que histórias também podem ser ferramentas de cuidado, acolhimento e transformação coletiva.

Sobre a Associação Viva e Deixe Viver
Fundada em 1997 pelo paulistano Valdir Cimino, a Associação Viva e Deixe Viver é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) pioneira em diversas frentes e políticas públicas. Por meio da arte de contar histórias, forma cidadãos conscientes da importância do acolhimento e de elevar o bem-estar coletivo, a partir de valores humanos como empatia, ética e afeto. A entidade também é referência em educação e cultura, por meio da promoção de atividades de ensino continuado. Nesse sentido, conta com o canal Viva e Eduque, espaço criado para a difusão cultural, educacional e gestão do bem-estar para toda a sociedade. Hoje, além dos 721 fazedores e contadores de histórias voluntários, que visitam regularmente 93 hospitais espalhados pelo Brasil, a Associação conta com o apoio das empresas Pfizer e UOL, além do Instituto Helena Florisbal, Instituto PENSI, IDOR e da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
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