Foto: Arquivo MH

A Polícia Civil investiga a morte de um bebê de apenas três meses ocorrida na manhã de sexta-feira (26), em uma residência localizada na Rua Ilza de Assis Penitente, zona norte de Marília. O caso foi registrado como morte suspeita e aguarda o resultado do exame necroscópico para esclarecer a causa do óbito.

Segundo o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas via COPOM para atender uma ocorrência de possível engasgamento de uma criança. Ao chegarem ao endereço, encontraram uma ambulância do SAMU no local. O médico responsável pelo atendimento informou que o bebê já estava sem sinais vitais quando a equipe chegou, apesar das tentativas de reanimação.

A mãe da criança, uma mulher de 23 anos, relatou aos policiais que dormia com o filho em um sofá durante a noite. Em determinado momento, levantou-se para buscar água para outro filho e, ao retornar, encontrou o bebê de bruços, ainda sobre o sofá, arroxeado e sem respirar. Imediatamente, acionou o serviço de emergência.

Durante o atendimento da ocorrência, os policiais verificaram que a residência era composta por um único cômodo, onde estavam apenas a mãe e seus filhos menores.

A perícia técnica foi acionada e realizou os trabalhos no imóvel. Posteriormente, a autoridade policial acompanhou o exame externo do corpo da criança no Hospital das Clínicas de Marília. Conforme registrado, não foram constatados sinais aparentes de violência ou lesões, sendo observado apenas um pequeno arranhão antigo no nariz, compatível, em princípio, com uma arranhadura provocada pela própria criança.

De acordo com a Polícia Civil, até o momento não há indícios de crime doloso ou de participação de terceiros. A versão apresentada pela mãe é considerada, inicialmente, compatível com as circunstâncias encontradas no local. Ainda segundo a autoridade policial, o fato de outras crianças terem subido no sofá durante a noite, conforme relatado pela genitora, pode ter contribuído para o ocorrido.

Apesar disso, devido à pouca idade da vítima, a Polícia determinou a realização do exame necroscópico, considerado essencial para esclarecer a causa da morte. O caso segue sob investigação.

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